Segunda-feira, 19 de Março de 2007

Hiperactividade e Défice de Atenção



" Dois e dois quatro
quatro e quatro oito
oito e oito dezasseis…
Repitam! Diz o professor
Dois e dois quatro
quatro e quatro oito
oito e oito dezasseis.
Mas eis que o pássaro da poesia
passa no céu
a criança vê-o
a criança ouve-o
a criança chama-o:
Salva-me
brinca comigo
pássaro!
Então o pássaro desce
e brinca com a criança
Dois e dois quatro…
Repitam! Diz o professor
e a criança brinca
e o pássaro brinca com ela…
Quatro e quatro oito
oito e oito dezasseis
e dezasseis e dezasseis quanto é que faz?
Dezasseis e dezasseis não faz nada
e sobretudo não faz trinta e dois
e de qualquer maneira
eles vão-se embora.
A criança escondeu o pássaro
na sua carteira
e todas as crianças
ouvem a música
e oito e oito por sua vez também se vão
e quatro e quatro e dois e dois
por sua vez desaparecem
e um e um não fazem nem um nem dois
um e um também se vão dali.
E o pássaro da poesia brinca
e a criança canta
e o professor grita:
deixem de fazer palhaçadas!
Mas todas as outras crianças
escutam a música
e as paredes da sala
desmoronam-se tranquilamente.
E os vidros voltam a ser areia
a tinta volta a ser água
as carteiras voltam a ser árvores
o giz volta ser falésia
e a caneta volta a ser pássaro."


Tradução de José Fanha


 


   Crianças, adolescentes e adultos hoje diagnosticados com TDAH são freqüentemente rotulados de "problemáticos", "desmotivados", "avoados", "malcriados", "indisciplinados", "irresponsáveis" ou, até mesmo, "pouco inteligentes".

A maioria daquilo que lemos ou ouvimos sobre o assunto tem uma conotação negativa. Espertos, hiperativos, agitados, diabinhos e pestinhas.

Estes são alguns dos adjetivos usados pelas pessoas para caracterizar crianças que de uma forma ou outra parecem ter uma fonte quase infinita de energia.


São crianças que parecem sempre estar em movimento, que não conseguem ficar paradas mesmo que outras pessoas exerçam uma força enorme nesta direção. Nem mesmo os pais destas crianças conseguem fazer com que elas fiquem quietas. São estes, ou seja, os pais que mais sofrem com o comportamento inquietos destas crianças, são eles que passam o maior stress psicológico.

Se de um lado estão os professores, os familiares e a sociedade de um modo geral cobrando um comportamento mais calmo e sereno dos seus filhos.

Do outro lado está a criança que se mostra resistente a todos os tipos de tentativa de mudar de atitude.
Como se esta situação já não fosse suficiente, muitas vezes os pais ainda tem arcar com outros problemas como os prejuízos por danos causados a terceiros pelos seus "anjinhos" em algum acidente ou a conta do ortopedista no caso deste dano ser feito contra eles próprios.

O transtorno do Défice de Atenção é um transtorno neurobiológico, inicialmente vinculado a uma lesão cerebral mínima.




Sintomas relacionados a desatenção:

  • não prestar atenção a detalhes;
  • ter dificuldade para concentrar-se;
  • não prestar atenção ao que lhe é dito;
  • ter dificuldade em seguir regras e instruções;
  • desvia a atenção com outras atividade;
  • não terminar o que começa;
  • ser desorganizado;
  • evitar atividades que exijam um esforço mental continuado;
  • perder coisas importantes;
  • distrair-se facilmente com coisas alheias ao que está fazendo;
  • esquecer compromissos e tarefas.
  • nao lembrar de sua refeição da manhã


Os sintomas relacionados a hiperatividade/impulsividade

  • ficar remexendo as mãos e/ou os pés quando sentado;
  • não permanecer sentado por muito tempo;
  • pular, correr excessivamente em situações inadequadas;
  • sensação interna de inquietude;
  • ser barulhento em atividades lúdicas;
  • ser muito agitado;
  • falar em demasia;
  • responder às perguntas antes de concluídas;
  • ter dificuldade de esperar sua vez;
  • intrometer-se em conversas ou jogos dos outros.

Para se diagnosticar um caso de DDAH é necessário que o indivíduo em questão apresente pelo menos seis dos sintomas de desatenção e/ou seis dos sintomas de hiperatividade; além disso os sintomas devem manifestar-se em pelo menos dois ambientes diferentes e por um período superior a seis meses.


Para lidar com esses alunos de forma eficiente e contribuir com a melhoria da sua condição, deixo alguma dicas básicas que podem ser usadas em sala de aula:

• Olhe sempre nos olhos;
• Usar recursos e formas de apresentação não habituais - crianças com distúrbio de atenção adoram novidades;
• A memória é um grave problema para eles - Ensine mnemônicas, quadrinhas, dicas, rimas;
• Divida as grandes tarefas em tarefas menores - Isso possibilita a criança a vislumbrar que a tarefa PODE ser terminada;
• Elogiar o aluno com constância - NÃO APENAS QUANDO ELE TERMINA A TAREFA, mas DURANTE a mesma, INCENTIVANDO o seu término;
• Utilizar metodologia preferencialmente visual, uma vez que os alunos com esse distúrbio aprendem melhor dessa maneira.


Em vez de julgar, criticar e apontar constantemente o dedo a estas crianças, deve-se sim, apoiá-los, tentar compreende-los e, acima de tudo dar-lhes apoio e todo o carinho que necessitam.


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publicado porImage and video hosting by TinyPic Especiais e Excepcionais às 21:44
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