Domingo, 9 de Março de 2008

Acção Formação da APIE - Deficiência Mental

Avaliação Individual da Acção:
O cidadão deficiente mental não é um doente mental.”
(in carta dos direitos do cidadão deficiente mental)
 
O termo Reabilitar na Doença Mental e o Habilitar na Deficiência Mental expressam bem as diferenças entre estes conceitos tão distintos e tão frequentemente confundidos.
Quando nos referimos a Deficiência Mental e a Doença Mental devemos ter presente que o termo Deficiência Mental se refere a problemas no funcionamento intelectual e ao nível do comportamento adaptativo ao passo que a Doença Mental está relacionada com perturbações do foro psiquiátrico.
Na Deficiência Mental estamos perante uma insuficiência/incapacidade a nível mental, apresentando um funcionamento intelectual abaixo da média (Q.I. inferior a 70). A aptidão normal de compreensão, raciocínio e planeamento encontra-se gravemente afectada sendo necessários métodos de intervenção baseados no ensino de competências/capacidades para viver em comunidade pela 1ª vez. Surgem limitações pelo menos em dois aspectos do funcionamento adaptativo como: comunicação, cuidados pessoais, habilidades sociais, autonomia, saúde e segurança, entre outras, sendo esta, normalmente diagnosticada na 1ª infância e idade escolar. Na Deficiência Mental, a área mais afectada é a inteligência. A percepção de si mesmo e da realidade não se encontra alterada como na doença Mental.
Ao contrário desta, a Doença Mental é uma doença do foro psiquiátrico que afecta o funcionamento e comportamento emocional, social e intelectual. Caracteriza-se por reacções emocionais inapropriadas dentro de vários padrões e graus de gravidade, por distorções (e não por deficiência) da compreensão e da comunicação, e por um comportamento social erradamente dirigido e não por incapacidade de adaptação. A doença Mental surge normalmente no período de adolescência ou na idade adulta e recorre-se a métodos de tratamento que incidam na reeducação por forma a que as pessoas retomem o seu estilo de vida até ai normal.
Na generalidade dos casos, na doença Mental, a capacidade de discernimento do indivíduo encontra-se comprometida, afectando o comportamento e acaba por lesar outras áreas cerebrais como o poder de concentração, humor, bom senso, entre outras. Há uma ruptura na estrutura de vida provocada por problemas psíquicos.
Como referido na Lei de Higiene Mental de Nova York( 1992) a doença mental é uma "condição mental que é manifestada por um distúrbio no comportamento, sentimento, pensamento, ou julgamento de tal forma extenso, que a pessoa requer tratamento e reabilitação".
Conceitos bem distintos um do outro mas que por vezes são aplicados como sendo sinónimos de uma mesma condição.
(Autora: Carla Pinheiro)
 
sinto-me:
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Sábado, 21 de Abril de 2007

Acção de Formação

Na área da Educação, principalmente na Educação Especial, um dos pontos essenciais é a partilha de experiências e a troca de opiniões, de modo a debater assuntos e questões fundamentais para um exercício competente da profissão.
Outro aspecto essencial é a formação, a vontade de aprender cada vez mais e aperfeiçoar e adquirir novos conceitos e prácticas.
Neste âmbito, deixo aqui a referência de um excelente Centro de Recursos e Formação que apresenta acções de formação muito pertinentes e abertas a todos.
 Nunca é demais debater e aprender!

Neste momento, encontro-me a frequentar a acção de formação " Formação Pessoal e Preparação para a Vida Activa", visto ser um tema que neste momento me interessa bastante por estar a tentar implementar um Projecto de Formação para os meus alunos com N.E.E.


(Clique na imagem para visitar o Centro de Recursos e Formação)
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As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm Nee.” (Francisco F.Lemos, 1999)



Todas as questões sobre Educação geram grandes controvérsias, principalmente, quando estas questões dizem respeito a alunos com N.E.E., aí sim, o problema agrava-se.

Antes de qualquer controvérsia, polémica ou solução deve-se ter sempre em conta que “A Educação é um direito humano com uma imensa potencialidade de produzir mudança. Na sua base residem as pedras angulares da liberdade, democracia e desenvolvimento sustentável... Não existe maior prioridade, missão mais importante, do que a Educação para Todos.” (Kofi Annan,1998)

Todos temos a noção que na área da Educação nada é fácil. Existem imensos problemas e obstáculos que persistem em atar as mãos dos profissionais, pais e dos próprios alunos, talvez porque ainda vivemos num mundo com tendência a complicar, discriminar e desprezar tudo o que “é diferente”.

A escola não tem o dever de fornecer uma formação sustentável a todos os alunos, inclusivé aos portadores de Nee, mas sim, tem como obrigação munir-se de recursos e encaminhar para planos de formação.“As escolas têm que esquecer a idéia de que o aluno tem que se adaptar a ela. Pelo contrário, elas devem tornar-se o meio mais favorável para o aluno, dando-lhe recursos para enfrentar desafios”. (Cláudia Werneck)

Por vezes, torna-se mais fácil e cómodo apontar o dedo ao Ministério, às entidades, à falta de recursos e meios para agir. Mas, apesar das inúmeras dificuldades que todos os profissionais enfrentam no seu dia-a-dia, é sempre possível fazermos algo pelos nossos alunos.

As mudanças nunca são fáceis e o mudar de mentalidades e valores já tão enraízados tornam-se ainda mais difíceis de alterar. Mas, a força de vontade, o profissionalismo e, principalmente o amor aos alunos são tudo o que precisámos.

A escola, a partir da sua proposta pedagógica, pode efectuar mudanças radicais em toda a sua estrutura educacional. Para que a educação inclusiva seja realmente efectiva e eficaz, o que se propõe é que se cumpram as leis.

Mesmo quando nos “batem com a porta”, temos que forçar a entrada, pois todos temos a obrigação de preparar e formar os nossos alunos para a Vida Activa.

Não podemos estar dependentes de instituições exteriores à escola para formar os nossos alunos, temos sim, que nos munir de cursos e programas de formação adequados às necessidades da população da nossa escola. Com cooperação, boa vontade e dedicação de todos, conseguimos de certeza alcançar a formação tão desejada para os nossos alunos.

Eu, como docente de Educação Especial não aceito um não, recuso-me a assistir passivamente à discriminação dos meus alunos por parte da sociedade, da escola e , por vezes até, por parte de alguns colegas de profissão, por isso, se for necessário, vou contra tudo e todos, vou à luta, para dar aos meus alunos “diferentes” e mais que “especiais” a formação a que têm direito.


Autoria: Carla Pinheiro (Prof.Educação Especial)






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