Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Ser Criança!



"Ser criança é acreditar que tudo é possível.


É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco

É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos

Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.

É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.

Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.

Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."


(Gilberto dos Reis)
tags:
publicado porImage and video hosting by TinyPic Especiais e Excepcionais às 19:41
link do post | comentarImage and video hosting by TinyPic | ver comentários (4) | favorito
Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Direitos

Carta dos Direitos do Cidadão Deficiente Mental

A pessoa com deficiência mental deve ser educada e viver na comunidade, mas com programas e apoios especiais.  

 CAPÍTULO I

 Constituição da República Portuguesa

 Artigo 71º

1. Os cidadãos portadores de deficiência física ou mental gozam plenamente dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição, com ressalva do exercício ou do cumprimento daqueles para os quais se encontrem incapacitados.

 2. O Estado obriga-se a realizar uma política nacional de prevenção e de tratamento, reabilitação e integração dos cidadãos portadores de deficiência e de apoio às suas famílias, a desenvolver uma pedagogia que sensibilize a sociedade quanto aos deveres de respeito e solidariedade para com eles e a assumir o encargo da efectiva realização dos seus direitos, sem prejuízo dos direitos  e deveres dos pais ou tutores

 3. O Estado apoia as organizações de  cidadãos portadores de  deficiência.

 

CAPITULO  II

 

Declaração de Princípios

PRINCÍPIO I

O cidadão Deficiente Mental deve usufruir de todos os direitos enunciados na presente Declaração. Estes direitos devem ser reconhecidos a todos os deficientes mentais sem excepção e sem distinção ou discriminação por motivos de raça, cor, sexo, língua, origem nacional ou social, posição económica, de nascimento ou qualquer outra situação, quer do próprio cidadão deficiente mental quer da sua família.

 PRINCÍPIO II

O Deficiente Mental, porque mentalmente diminuído, deve receber o tratamento, a educação e os cuidados especiais que o seu estado ou a sua situação exigem.

O Deficiente Mental deve beneficiar de uma protecção especial e dispor de possibilidades e de facilidades, por efeito da lei e por outros meios, para poder desenvolver a sua autonomia, desenvolver-se no plano físico, potenciar ao máximo sua intelectualidade, desenvolver ao máximo a sua independência.

PRINCÍPIO III

O Deficiente Mental tem direito, desde o nascimento, a um nome, a ter uma família, a ser protegido de modo muito particular. Tem direito à inserção e inclusão sociais.  

PRINCÍPIO IV

O Deficiente Mental deve beneficiar da segurança social. Deve poder crescer e desenvolver-se de maneira saudável. Para garantir este fim, deve ser assegurada, tanto ao Deficiente Mental como à sua família, ajuda e protecção especiais durante toda a sua vida. O Deficiente Mental tem direito a alimentação, habitação, distracções e cuidados médicos adequados.  

PRINCÍPIO V

O Deficiente Mental, para o desenvolvimento harmonioso da sua personalidade e da sua máxima autonomia, necessita de amor e compreensão. Sempre que possível, deverá crescer sob o amparo e a responsabilidade dos pais e em família e, em qualquer caso, num ambiente de afecto e de segurança moral e material. Salvo em circunstâncias excepcionais, o Deficiente Mental não deve ser separada da família.

A sociedade e os poderes públicos têm a obrigação de cuidarem muito especialmente dos deficientes mentais sem família e daqueles que careçam de meios de subsistência. É desejável que, às famílias numerosas, às carenciadas e de maior risco, o Estado ou outros organismos concedam meios de subsistência aos membros  portadores de deficiência mental.  

PRINCÍPIO VI

O Deficiente Mental tem direito à educação. Tem direito a frequentar escolas adequadas à sua situação, com professores e técnicos preparados para as suas necessidades de aprendizagem e de desenvolvimento. Tem direito a uma educação e escolaridade gratuitas e permanentes enquanto se justifique e o Deficiente Mental mostre capacidade de aprendizagem e de desenvolvimento.

Deve beneficiar de uma educação que contribua para a sua mais alargada autonomia e inserção social e que lhe permita desenvolver as suas aptidões, o juízo pessoal, potenciar o sentido das responsabilidades morais e sociais, e tornar-se um membro útil à sociedade.

Desenvolver as capacidades do Deficiente Mental é um dever dos que têm a responsabilidade da educação e da orientação escolar. Estas responsabilidades cabem em primeiro lugar à família, mas a família tem o direito de receber os apoios específicos do Estado e o Estado tem a obrigação de subsidiar e de apoiar as iniciativas da sociedade civil, como instituições e associações que visem apoiar o Deficiente Mental e a sua família.  

PRINCIPIO VII

O Deficiente Mental deve ter todas as possibilidades de brincar e jogar e de se dar a actividades recreativas, as quais hão-de ser orientadas para os fins visados para o desenvolvimento e para a educação. A sociedade e os poderes públicos hão-de esforçar-se por favorecer o exercício e o gozo deste direito, assim como o de promover o desporto para deficientes.  

PRINCIPIO VIII

O Deficiente Mental não pode ser detido nem condenado nem submetido a qualquer tipo de opressão ou prisão, dado a sua autenticidade garantir não ser responsável de acto delituoso nem ser responsável por crime.

É um cidadão inimputável

Todo o castigo que se ache ser aplicado a um  deficiente mental só pode ter como objectivo fins educativos e nunca punitivos e sempre proporcionais à sua compreensão e responsabilidade.

 PRINCIPIO IX

O Deficiente Mental tem direito ao convívio familiar e social.  Deve sentar-se à mesa em família e não ser retirado, nem escondido.

Tem direito a circular e a viajar, pelo que as cidades e os transportes devem ter adaptações às suas reais condições. 

PRINCIPIO X

O Deficiente Mental tem direito a usufruir das vantagens associativas, pelo que as associações e outras instituições, que tenham como objecto apoiar e servir o Deficiente Mental sem fins lucrativos, devem ser reconhecidas e apoiadas pelo Estado.

O Deficiente Mental tem direito a ter amigos, pelo que se reconhecem organismos que se instituam como amigos do deficiente mental.

 PRINCÍPIO XI

O Deficiente Mental tem direito a ter comportamentos vulgarmente considerados socialmente incorrectos ou indesejados. Tem direito à sua compreensão.  

PRINCÍPIO XII

O Deficiente Mental tem direito a uma personalidade jurídica. Também tem direito a um tutor que o represente e que seja garantia dos seus direitos.

O Deficiente Mental tem direito à herança em igualdade com outros herdeiros.

 PRINCÍPIO XIII

O Deficiente Mental deve, em todas as circunstâncias, ser dos primeiros a receber protecção e socorro nas situações de cataclismos ou de acidentes.  

PRINCÍPIO XIV

O Deficiente Mental deve ser protegido contra toda a forma de negligência, de crueldade e de exploração. Não deve ser submetido a tráfico, seja de que tipo for.

Não deve permitir-se que o Deficiente Mental trabalhe com o fim único de produzir, dado não estar capacitado para reivindicar dos seus direitos, mas que o trabalho assuma fins ocupacionais, como processo de terapia e de diversão e de utilidade para o Deficiente e para a sociedade que  o deve proteger.

Não deve, em nenhum caso, ser obrigado ou autorizado a ter uma ocupação ou um emprego que lhe prejudique a saúde ou a autonomia, ou que impeça o seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

 PRINCÍPIO XV

O Deficiente Mental tem de ser protegido contra as práticas que podem levar à discriminação racial, à discriminação social ou a qualquer outra forma de discriminação. Deve ser educado em espírito de compreensão e de tolerância.

Não pode ser rejeitado, marginalizado, desprezado ou retirado do convívio da família ou da sociedade pelo facto de ser Deficiente Mental e de provocar situações menos comuns aos padrões sociais vigentes.

 PRINCÍPIO  XVI

O Deficiente Mental não pode ser usado ou explorado sexualmente. Nas situações de abuso sexual de um Deficiente Mental devem ser aplicadas as normas consideradas para os menores, nas situações de pedofilia.

PRINCÍPIO XVII

O Deficiente Mental tem direito à sua intimidade e a fruir de uma vida sexual e satisfazer as suas pulsões de modo individual ou com parceiro que voluntariamente aceite.

PRINCÍPIO XVIII

O Deficiente Mental tem direito a um nível de vida suficiente e como está incapacitado para procurar e garantir a sua subsistência, ao Estado compete assegurar a sua saúde e bem-estar quanto à alimentação, vestuário, alojamento, assistência médica e a outros serviços sociais necessários.

Para dar cumprimento a este direito do Deficiente Mental, o Estado tem o dever de atribuir uma pensão ou abono adequado a uma vida digna, para que o Deficiente Mental não seja um encargo pesado ou insuportável à família.

 PRINCÍPIO XIX

Ao Estado compete também apoiar, subsidiar e suster lares, residências ou  aldeamentos que sejam úteis ao Deficiente Mental ou à sua família, como centros de repouso, de férias, meios necessários em situações de impossibilidade da família por motivos de doença, de idade avançada  ou de invalidez.

PRINCÍPIO XX

O Deficiente Mental tem o direito a que o Estado se obrigue a dar cumprimento ao determinado nesta Declaração de Princípios. Ao Estado cumpre o dever de reconhecer, apoiar e financiar as Instituições da sociedade civil vocacionadas e sem fins lucrativos para apoiar o Cidadão Deficiente Mental.
tags:
publicado porImage and video hosting by TinyPic Especiais e Excepcionais às 20:23
link do post | comentarImage and video hosting by TinyPic | favorito

Deficiência Mental


Esta criança esquálida,
de riso obsceno e olhares alucinados,
nunca apertou nas mãos a fria face pálida,
nunca sentiu, na escada, as botas dos soldados,
nunca enxugou as lágrimasque aniquilam e esgotam,
nunca empalideceu com o metralhar dum tanque,
nem rastejou num sotão,
nem se chama Anne Frank.

Nunca escreveu diário nem nunca foi à escola,
nem despertou o amor dos editores piedosos.
Nunca estendeu as mãos em transes dolorosos,
a não ser nos primores da técnica da esmola.

Batem-lhe, pisam-na, insultam-na,
sem que ninguém se importe.
E ela, raivosa e pálida,
morde, estrebucha, cospe, odeia até à morte.

Pobre criança esquálida!
Até no sofrimento é preciso ter sorte.

António Gedeão - «Anti-Anne Frank» in Poesia Completa
- Ed. João Sá sa Costa, Lda. (1ª edição de 1996)

publicado porImage and video hosting by TinyPic Especiais e Excepcionais às 19:54
link do post | comentarImage and video hosting by TinyPic | favorito
Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

O Autismo

 

O autismo é um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.

DEFINIÇÃO DO DSM-IV-TR (2002)

   O Transtorno Autista consiste na presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses. As manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo.

  Os sistemas de classificação mais utilizados para realizar o diagnóstico são:

    Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) – DSM-IV, da Associação Americana de Psiquiatria (APA). Em 2002, o DSM-IV foi revisado (DSM-IV-TR), e a categoria “transtornos invasivos do desenvolvimento” passou a ser intitulada “transtornos globais do desenvolvimento”.

  QUADRO 1 – Critérios Diagnósticos para 299.00 Transtorno Autista (DSM-IV-TR).

   A. Um total de seis (ou mais) itens de (1), (2) e (3), com pelo menos dois de (1), um de (2) e um de (3):


(1) Comprometimento qualitativo da interação social, manifestado por pelo menos dois dos seguintes aspectos:
(a) comprometimento acentuado no uso de múltiplos comportamentos não-verbais, tais como contato visual direto, expressão facial, posturas corporais e gestos para regular a interação social
(b) fracasso em desenvolver relacionamentos com seus pares apropriados ao nível de desenvolvimento
(c) ausência de tentativas espontâneas de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas (por exemplo, não mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse)
(d) ausência de reciprocidade social ou emocional

(2) Comprometimento qualitativo da comunicação, manifestado por pelo menos um dos seguintes aspectos:
(a) atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem falada (não acompanhado por uma tentativa de compensar por meio de modos alternativos de comunicação, tais como gestos ou mímica)
(b) em indivíduos com fala adequada, acentuado comprometimento da capacidade de iniciar ou manter uma conversa
(c) uso estereotipado e repetitivo da linguagem ou linguagem idiossincrática
(d) ausência de jogos ou brincadeiras de imitação social variados e espontâneos próprios do nível de desenvolvimento

(3) Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos um dos seguintes aspectos:
(a) preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados e restritos de interesse, anormais em intensidade ou foco
(b) adesão aparentemente inflexível a rotinas ou rituais específicos e não-funcionais
(c) maneirismos motores estereotipados e repetitivos (por exemplo, agitar ou torcer mãos ou dedos, ou movimentos complexos de todo o corpo)
(d) preocupação persistente com partes de objetos

   B. Atrasos ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas, com início antes dos 3 anos de idade: (1) interação social, (2) linguagem para fins de comunicação social ou (3) jogos imaginativos ou simbólicos.

   C. A perturbação não é melhor explicada por Transtorno de Rett ou Transtorno Desintegrativo da Infância.
 

 

    Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems) – CID-10, da Organização Mundial de Saúde (OMS).

  QUADRO 2 – Critérios Diagnósticos para F84.0 Autismo Infantil (CID-10).

Transtorno global do desenvolvimento caracterizado por:


a) um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos
b) presença de uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interação social, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo


   O transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo, fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade.

 

Segundo o DSM-IV-TR, os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) caracterizam-se por um comprometimento grave e global em diversas áreas do desenvolvimento: habilidades de interação social recíproca, habilidades de comunicação ou presença de estereotipias de comportamento, interesses e atividades. Os prejuízos qualitativos que definem estas condições representam um desvio acentuado em relação ao nível de desenvolvimento ou idade mental do indivíduo.

   São considerados Transtornos Globais do Desenvolvimento:

Transtorno Autista
Transtorno de Rett
Transtorno Desintegrativo da Infância
Transtorno de Asperger
Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação

SINTOMAS DO INDIVÍDUO COM AUTISMO

   Segundo a ASA (Autism Society of American), indivíduos com autismo usualmente exibem pelo menos metade das características listadas a seguir:

1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças
2. Riso inapropriado
3. Pouco ou nenhum contato visual
4. Aparente insensibilidade à dor
5. Preferência pela solidão; modos arredios
6. Rotação de objetos
7. Inapropriada fixação em objetos
8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade
9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino
10. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina
11. Não tem real medo do perigo (consciência de situações que envolvam perigo)
12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares)
13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
14. Recusa colo ou afagos
15. Age como se estivesse surdo
16. Dificuldade em expressar necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras
17. Acessos de raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente
18. Irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos

 

   OBS.: É relevante salientar que nem todos os indivíduos com autismo apresentam todos estes sintomas, porém a maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança. Estes variam de leve a grave e em intensidade de sintoma para sintoma. Adicionalmente, as alterações dos sintomas ocorrem em diferentes situações e são inapropriadas para sua idade.


 COMPORTAMENTOS DO INDIVÍDUO COM AUTISMO
   (Segundo a ASA)

 
Usa as pessoas           Resiste a mudanças   Não se mistura        Apego não apro-
como ferramentas        de rotina                  com outras crianças  priado a objectos




Não mantém contacto    Age como se fosse      Resiste a algumas  Não demonstra medo
visual.                         surdo.                        aprendizagens.        de perigos.


Resiste ao contacto         Comportamento indiferente
fisico.                              e arredio.




CONDIÇÕES QUE PODEM ESTAR ASSOCIADAS AO AUTISMO:

       Acessos de raiva
       Agitação
       Agressividade
       Auto-agressão, auto-lesão
           (bater a cabeça, morder os dedos, as mãos ou os pulsos)
       Ausência de medo em resposta a perigos reais
       Catatonia
       Complicações pré, peri e pós-natais
       Comportamentos autodestrutivos
       Déficits de atenção
       Déficits auditivos
       Déficits na percepção e controle motor
       Déficits visuais
       Epilepsia
           (Síndrome de West)
       Esquizofrenia
       Hidrocefalia
       Hiperatividade
       Impulsividade
       Irritabilidade
       Macrocefalia
       Microcefalia
       Mutismo seletivo
       Paralisia cerebral
       Respostas alteradas a estímulos sensoriais
           (alto limiar doloroso, hipersensibilidade aos sons ou ao toque, reações exageradas à luz ou a odores, fascinação com certos estímulos)
       Retardo mental
       Temor excessivo em resposta a objetos inofensivos
       Transtornos de alimentação
           (limitação a comer poucos alimentos)
       Transtornos de ansiedade
       Transtornos de linguagem
       Transtorno de movimento estereotipado
       Transtornos de tique
       Transtornos do humor/ afetivos
           (risadinhas ou choro imotivados, uma aparente ausência de reação emocional)
       Transtornos do sono
           (despertares noturnos com balanço do corpo)


   SÍNDROMES CROMOSSÔMICAS OU GENÉTICAS:

       Acidose láctica
       Albinismo oculocutâneo
       Amaurose de Leber
       Desordem marfan-like
       Distrofia muscular de Duchenne
       Esclerose Tuberosa
       Fenilcetonúria
       Galactosemia
       Hipomelanose de Ito
       Histidinemia
       Neurofibromatose tipo I
       Seqüência de Moebius
       Síndrome de Angelman
       Síndrome de Bourneville
       Síndrome da Cornélia de Lange
       Síndrome de Down
       Síndrome fetal alcóolica
       Síndrome de Goldenhar
       Síndrome de Hurler
       Síndrome de Joubert
       Síndrome de Laurence-Moon-Biedl
       Síndrome de Landau-Kleffner
       Síndrome de Noonan
       Síndrome de Prader-Willi
       Síndrome da Talidomida
       Síndrome de Tourette
       Síndrome de Sotos
       Síndrome do X-frágil
       Síndrome de Williams


   INFECÇÕES ASSOCIADAS AO AUTISMO:

       Caxumba
       Citomegalovírus
       Herpes simples
       Pneumonia
       Rubéola
       Sarampo
       Sífilis
       Toxoplasmose
       Varicela

 

O quadro de autismo não é estático, alguns sintomas modificam-se, outros podem amenizar-se e vir a desaparecer, porém outras características poderão surgir com a evolução do indivíduo. Portanto se aconselham avaliações sistemáticas e periódicas.

   É fundamental o investimento no SER HUMANO com autismo, toda a intervenção produzirá benefícios significativos e duradouros.

   Nunca deixe de acreditar no potencial do indivíduo com autismo.


tags:
publicado porImage and video hosting by TinyPic Especiais e Excepcionais às 19:00
link do post | comentarImage and video hosting by TinyPic | ver comentários (4) | favorito
Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Paralisia Cerebral



A paralisia cerebral é uma condição caracterizada por um mau controle muscular, espasticidade, paralisia e outras deficiências neurológicas decorrentes de uma lesão cerebral que ocorre durante a gestação, durante o nascimento, após o nascimento ou antes dos 5 anos de idade.
Não é uma doença e não é progressiva.


A paralisia cerebral afeta 1 ou 2 em cada 1.000 crianças, mas é 10 vezes mais comum em recém-nascidos prematuros, sendo particularmente comum em lactentes muito pequenos.


COMO ACONTECE A LESÃO?

PRINCIPAIS CAUSAS ANTES DO NASCIMENTO:

- Ameaça de aborto, choque direto no abdômen da mãe;
- Exposição ao raio X nos primeiros meses de gravides ;
- Incompatibilidade entre Rh da mãe e do pai ;
Infecções contraídas pela mãe durante a gravides (rubéola , sífilis, toxicoplasmose );
- Mãe portadora de diabetes ou com toxemia de gravidez;
- Pressão alta da gestante.

PRINCIPAIS CAUSAS DURANTE O PARTO:

- falta de oxigênio ao nascer(o bebê demora a respirar, lesando parte(s) do Cérebro ).
- lesão causada por partos difíceis, principalmente os dos fetos muito grandes de mães pequenas ou muito jovens (a cabeça do bebê pode ser muito comprimida durante a passagem pelo canal vaginal );
- trabalho de parto demorado;
- Mau uso do Fórceps , manobras obstétricas violentas;
- os bebês que nascem prematuramente (antes dos 9 meses e pesando menos de 2 quilos ) tem mais chances de apresentar paralisia cerebral .

PRINCIPAL CAUSA DEPOIS DO NASCIMENTO:

- Febre prolongada e muito alta ;
- desidratação com perda significativa de líquidos ;
- Infecções cerebrais causadas por meningite ou encefalite;
- ferimento ou traumatismo na cabeça;
- Falta de oxigênio por afogamento ou outras causas;
- Envenenamento por gás, por chumbo (utilizado no esmalte cerâmico, nos pesticidas agrícolas ou outros venenos ) ;
- Sarampo ;
- Traumatismo crânio-encefálico ate os três anos de idade



A classificação de Paralisia Cerebral deve ser feita por tipo clínico e pela distribuição da lesão no corpo.

A classificação por tipo clínico tenta especificar o tipo de alteração de movimento que a criança apresenta:


ESPÁSTICO :

É o tipo mais comum de Paralisia Cerebral, estando a sua incidência em torno de 75 %. O tipo espástico é o tipo de Paralisia Cerebral mais estudado e com os parâmetros de prognóstico bem estabelecidos e confiáveis. O tipo espástico mostra uma resistência ao alongarmos os músculos, a musculatura fica tensa, contraída, difícil de ser movimentada, fenômeno chamado de espasticidade. Como a espasticidade predomina em alguns grupos musculares e não em outros, o aparecimento de deformidades articulares neste grupo de pacientes é comum. O aparecimento de estrabismos também é comum nestas crianças devido a espasticidade dos músculos oculares. A criança com paralisia cerebral do tipo espástico em geral apresenta os membros inferiores cruzados , como uma tesoura, os pés ficam na ponta dos pés e os membros superiores podem estar com os dedos fletidos e o polegar dentro da palma. Neste tipo de crianças é importante que sejam indicados aparelhos que possam controlar o aparecimento de deformidades e RX de bacia periódicos devem ser sempre solicitados para evitar alterações no quadril.


EXTRAPIRAMIDAL :

É o segundo tipo de Paralisia Cerebral mais comum no nosso meio, a lesão situa-se em uma área do cérebro que controla os movimentos indesejáveis. É freqüente que a lesão seja motivada por Kernicterus, que é a lesão cerebral provocada pela icterícia prolongada devido a incompatibilidade sangüínea ( fator RH).

Esta lesão resulta no aparecimento de movimentos involuntários, que a criança não consegue controlar, alheio a sua vontade, de acordo com o tipo destes movimentos existe uma classificação :

Atetoide :

Neste tipo , os movimentos involuntários que a criança apresenta são lentos, presentes nas extremidades  mãos e pés, contínuos e serpenteantes, dificultando os movimentos que a criança quer executar.

Coreico :

Os movimentos são, nestes casos, rápidos, amplos, presentes nas raízes dos membros, como ombro e quadril. Como são rápidos e amplos podem desequilibrar a criança e impedí-la de adquirir algumas posturas.


ATÁXICO :

É um tipo raro de Paralisia Cerebral, trata-se da incoordenacão dos movimentos devido a uma lesão no cerebelo, parte do cérebro que coordena os movimentos. Estas crianças em geral andam com a pernas muito abertas para aumentar a base de sustentação e facilitar o equilíbrio e existe incoordenacão dos seus movimentos manuais.

Dependendo da localização do corpo que foi afetada, os tipos acima apresentam subdivisões, que poderíamos chamar de subdivisões anatômicas:


TETRAPARESIA :

Quando os quatro membros estão comprometidos de igual forma e intensidade.

DIPARESIA : Quando os membros superiores apresentam melhor função que os membros inferiores, isto é , o comprometimento motor é menor nas mãos. Este tipo de Paralisia Cerebral é comum nos prematuros devido a anatomia da lesão .


HEMIPARESIA :

Quando apenas um dos lados do corpo é acometido, podendo ser o lado direito ou o lado esquerdo. Estes casos em geral são devido a alterações vasculares.

Quanto ao prognóstico de marcha existem critérios clínicos que podem orientar ao profissional que trata da criança para estabelecer o prognóstico. Em geral os parâmetros analisados para o estudo do prognóstico são : o grau de comprometimento motor, a idade de aquisição das etapas motoras como sentar, engatinhar, etc., deficiências associadas como deficiência visual e mental. A união destes critérios e o conhecimento de como usá-los pode levar ao profissional a construção de metas realistas.



SAIBA MAIS

1) A Paralisia Cerebral não e contagiosa.
2) A pessoa portadora de paralisia cerebral tem inteligência normal, a não ser que a lesão tenha afetado áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória.
3) Se a pessoa portadora de paralisia cerebral tiver sua visão ou audição prejudicada pela lesão, terá dificuldades para entender as informações como normalmente são transmitidas ; se os músculos da fala forem atingidos , terá dificuldade para comunicar seus pensamentos ou necessidades. Quando tais fatos são observados ,a pessoa portadora de paralisia cerebral pode ser erroneamente classificada como deficiente mental ou não inteligente.
4) Homens e mulheres portadores de paralisia cerebral podem Ter filhos como qualquer outra pessoa. As características dos óvulos e dos espermatozóides, bem como a estrutura dos órgãos reprodutores não são afetados pela lesão cerebral .



ENSINO APRENDIZAGEM

A criança/jovem com paralisia cerebral deve beneficiar de áreas que possibilitem e auxiliem o seu desenvolvimento, tais como:



Terapia da Fala

Terapia Ocupacional

Psicomotricidade

Apoio Psicológico

Fisioterapia

Áreas de Expressão

 Actividades Aquáticas

Massagens

Informática

Actividades da Vida Diária

publicado porImage and video hosting by TinyPic Especiais e Excepcionais às 20:05
link do post | comentarImage and video hosting by TinyPic | ver comentários (2) | favorito

Eu...

Julho 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Diferenças Recentes

Referências Importantes

Acção Formação da APIE - ...

NESTE NOVO ANO ...

BOM ANO 2008

DESEJO UM NATAL FELIZ E C...

FELIZ NATAL!!

Apoio Terapêutico Domicil...

NOVO ANO LECTIVO NOVA UNI...

A de Autista ...

"Carta de uma criança Índ...

A Criança que não queria ...

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Thinking blogger Award

ARTE PARA A MÃE

DIA DA MÃE

A Esperança é uma Criança...

Fórum "Educar"

Acção de Formação

Inclusão... Integração...

Ser Criança

Ajudas Técnicas

FELIZ PÁSCOA !!!

As minhas Estrelas...!

Sorrisos

As melhores e mais bonita...

Hiperactividade e Défice ...

O nosso Cantinho Excepcio...

Brincar e Jogar

Criança!

Ser Criança!

Diferenças em Arquivo

Julho 2008

Março 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Agosto 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

tags

todas as tags

blogs SAPO